Irei contar um acontecimento: minha filha de 06 anos trouxe como tarefa de casa produzir um texto em poucas linhas da Chapeuzinho Vermelho. E eu como mãe psicóloga sempre observei que essa história nunca foi sua predileta e causo
u até pânico nela quando um dia chegou um dvd em casa com o filme e tinha uma sirene de ambulância e a vovó sendo tirada da barriga do lobo pelo caçador. Muito bem, agora ela se vê diante da possibilidade de escrever uma nova história da Chapéuzinho Vermelho. Ficando assim:
"Chapeuzinho Vermelho
Um dia uma menininha passeando pelo bosque e ela encontrou um bicho papão eles ficaram amigos e eles jantaram juntos, lá na casa da vovó da Chapéu. FIM"
Vejo nessa história cooperação, superação, aprendendo com as diferenças, solidariedade. Sim, estou muito orgulhosa pela produção textual dela, mas acima de tudo muito feliz por suas escolhas. E nós adultos devemos cada dia nos conscientizar que se não estamos felizes com os resultados então por quê continuar com os mesmos hábitos? Ou, metaforicamente, se não estamos felizes com a história que nos contaram por quê continuar com a versão antiga se me incomoda se tenho a possibilidade de escrever uma nova história.

