domingo, 30 de março de 2008

Indicação de Filme...confira!




Amigos,

assisti, ou melhor, conheci um filme que posso dizer que é uma descoberta para um caminho de vida em plenitude.

O título é: "The Pursuit of Happyness" (A Procura da Felicidade). Gosto muito de filmes verídicos e este é um destes filmes, se vc assitir por tv à cabo não terá acesso ao making of, onde conhecerá um pouco mais sobre a vida da pessoa em questão.

Uma verdadeira história de vida, um herói sob todas as nações, não um herói americano, uma pessoa que sobreviveu aos desafios do destino. Com garra, com motivação, com criatividade, com bom humor e principalmente com perseverança. Este filme não é daquelas histórias onde as coisas vão acontecendo ao acaso e se resolvendo, é uma história de muita luta, por isso o chamo de herói e já assisti 3 vezes. A procura da felicidade sempre!

Vai minha indicação para vocês!

Um abraço de Luz!!!

Os “4 C´s” para competir com criatividade e inovação na carreira

Acesse o link, leia e coloque em prática!

Você S/A - Produção mais responsável

A indústria está aquecida no Brasil e, para reduzir o impacto de sua expansão, investe na formação de pessoas preocupadas com o crescimento sustentável.

Acesse o link e boa litura!

sábado, 15 de março de 2008

Ócio Criativo_Domenico de Masi


É o que diz o sociólogo italiano Domenico De Masi. O problema: não sabemos como administrar o tempo livre.
O sociólogo italiano Domenico De Masi trabalha nove meses por ano. Nos outros três, descansa numa cidadezinha na Costa Amalfitana, no sul da Itália. Um arranjo perfeito? Ainda não, segundo De Masi. O perfeito, na sua opinião, seria fazer o contrário: gastar nove meses lendo, ouvindo música, conversando com amigos - e trabalhar só nos três meses restantes. Fantasia? Nem tanto, sustenta ele, se houvesse mais racionalidade no ambiente profissional e na maneira como produzimos. De Masi é um especialista em sociologia do trabalho. Segundo ele, na era pós-industrial (a do próximo século) vamos ter cada vez mais ócio e menos trabalho. O problema, segundo De Masi, é que não sabemos usar direito nosso tempo livre. "Nenhum executivo precisaria trabalhar mais do que 5 ou 6 horas por dia", diz. "Só fica no escritório porque não sabe o que fazer fora dele."
Foi com idéias como essas que De Masi, numa recente passagem pelo Brasil, despertou intenso interesse de todos os que tiveram oportunidade de ouvi-lo - a partir de uma entrevista apresentada no programa Roda Viva, da TV Cultura, na primeira segunda-feira de janeiro. O sucesso foi tanto que a emissora, a pedido dos telespectadores, reprisou-a na semana seguinte. Mais de 1 000 pessoas compraram a fita de vídeo com a íntegra da entrevista. Quem conseguiu comprar seu exemplar da fita, distribuiu cópias para os amigos, parentes e vizinhos. A entrevista coincidiu com o lançamento do primeiro livro de De Masi no Brasil. A primeira edição de A Emoção É a Regra, da editora José Olympio, esgotou nas livrarias. Uma nova edição precisou ser providenciada às pressas. De Masi é professor titular de sociologia do trabalho da Universidade de Roma La Sapienza. O que você vai ler a seguir é um resumo de algumas de suas principais idéias, apresentadas no programa da TV Cultura.

NUNCA VIVEMOS TÃO BEM
Tenho muitos amigos intelectuais que às vezes dizem que queriam ter vivido no século 18, ou na época dos gregos, ou na época dos romanos, ou no Renascimento. Creio que esses amigos se iludem. Há 20 ou 30 anos, bastava ter uma dor de dente para que isso fosse uma grande tragédia. Acho impossível não sermos otimistas em uma situação como a atual. Pensemos um pouco nos dados. Em 800 gerações, desde o homem de Neandertal até nossos avós, a média de vida humana girou sempre em torno de 29 a 30 anos, ou cerca de 262 800 horas. Nossos bisavós viviam 32 anos (os homens) e 33 anos (as mulheres). Hoje, em apenas duas gerações, temos uma média de vida de 79 anos, no caso dos homens, e 82 anos, no das mulheres.
Desde sempre o ser humano esperou trabalhar o menos possível, ser o mais rico possível, se cansar o menos possível, sofrer o menos possível. Tudo isso ainda não foi atingido, mas estamos no caminho certo. Creio que, graças ao progresso tecnológico e científico e à globalização, vê-se finalmente uma luz no fim do túnel. Houve pouco progresso humano em 80 milhões de anos. Depois, na Mesopotâmia, há 7 000 anos, o progresso foi extraordinário: descobriu-se a escrita, a economia, a moeda, a astronomia... Em Atenas, na era de Péricles, havia 40 000 homens livres, 20 000 estrangeiros naturalizados e 350 000 escravos. Cada homem livre, em Atenas, tinha entre escravos, esposas e donas de casa, oito ou nove pessoas à sua disposição. Hoje, para fazer o que essa gente toda fazia, temos lava-louças, máquinas de lavar, elevadores, telefones...

BUROCRACIA E CRIATIVIDADE
As tecnologias que hoje temos à nossa disposição substituem o trabalho. Isso significa que resta ao ser humano o monopólio do trabalho criativo. Mas criatividade é o oposto de burocracia, porque é a fantasia aliada à realização. Realização sem fantasia gera burocratas. Portanto, burocracia e criatividade são opostos. O mundo atual precisa dos criativos, e já os premia. Os atores, os criadores de moda, os cientistas, os artistas são muito mais cortejados e gratificados que os executivos. Estamos num mundo em que reduz-se progressivamente a tarefa executiva, que é delegada às máquinas, e diminui-se o espaço dos burocratas.
Por sua própria vocação, os burocratas são sádicos. Um burocrata é feliz quando pode matar as idéias dos criativos. O burocrata é feliz ao poder dizer a frase: "Lamento, mas venceu o prazo". É a frase que maior orgasmo proporciona aos burocratas. O burocrata vê os limites, ao passo que o criativo vê as oportunidades e transforma até vínculos em oportunidades. Enquanto o burocrata tem razão nove vezes em dez, o criativo erra nove vezes, mas, quando acerta uma vez, está abrindo novos caminhos para a humanidade. Na sociedade pós-industrial haverá cada vez menos lugar para os burocratas. A criatividade e a estética determinam nossa felicidade. Os burocratas determinam nossa infelicidade.


POR QUE OS GÊNIOS SÃO GÊNIOS
A criatividade resulta de fantasia e realização. Acontece que é difícil encontrar alguém muito fantasioso, criativo e efetivo ao mesmo tempo. Quando ocorre, temos um gênio. Michelangelo foi um gênio. Não porque inventou a cúpula de São Pedro. Mas porque, após desenhá-la, aos 72 anos, convenceu o papa a financiar seu projeto, achou os escultores e os carpinteiros, e os dirigiu - eram 3 500 pessoas - por 20 anos, até a sua morte. Não havia apenas fantasia, mas uma grande realização.
É difícil, portanto, encontrar gênios. Mas será que é possível criá-los? Na minha opinião, podemos desenvolver a criatividade coletiva, gerada por grupos em que uns têm maior fantasia e outros, maior capacidade de realização. Veja o meu caso: com certeza, sou fantasioso e pouco realizador. Se não fosse assim, eu seria muito rico. Mas o fato de eu ser sobretudo um homem fantasioso não é positivo. Positivo seria ser fantasioso e realizador ao mesmo tempo. Para se tornar criativo, um grupo deve ter diversidade de classes sociais, não pode ser acadêmico nem burocrático. E deve ter o espírito de luta e desafio. Deve ter também um forte senso estético.
Quando eu era mais jovem, pensava que todos podiam ser educados para ser gênios. E perdi talvez um pouco de tempo a mais com colaboradores que não tinham essas possibilidades. Eu os estimulei demais, exigindo o que não tinham. Depois entendi que devemos ser mais realistas, e que só podemos ter de cada colaborador aquilo que ele pode dar. Não é justo baixar o nível de estímulos, mas também não é justo exigir demais.

BASTAM 5 OU 6 HORAS DE TRABALHO
O progresso, tecnológico e organizacional, permite a produção de maior número de bens e serviços com menos trabalho humano. De um lado, isso determina que, fora da empresa, o desemprego pode aumentar. De outro, dentro da empresa, determina um fenômeno que chamo de "horas extras". Qualquer executivo hoje, após 4 ou 5 horas de trabalho, poderia ir embora para casa. Mas essas pessoas se acostumaram a ficar somente no escritório - e acabam fingindo, para elas mesmas, que têm muito trabalho. Concluí há pouco uma pesquisa com 11 empresas italianas. O resultado foi que os executivos (não falo do alto escalão, mas do médio) poderiam fazer tudo o que fazem em, no máximo, 5 ou 6 horas por dia. Todos poderiam ir embora depois disso. Mas ficam até o fim do expediente e, muitas vezes, até depois - ou seja, fazem "horas extras". O que os executivos realizam nesse tempo em que ficam a mais na empresa? Duas coisas: fazem reuniões, geralmente inúteis; e criam normas para os outros.
Estou dando consultoria a uma grande empresa italiana do ramo metal-mecânico. Tenho reuniões mensais com o presidente e com seus dez maiores colaboradores, e todo mês passo a eles uma lição de casa. Cada um deve trazer às reuniões duas normas a serem eliminadas. Resultado: são eliminadas 22 normas a cada reunião. Apesar de já termos suprimido mais de 200 regras, ainda existem muitas que arruinam a vida da empresa. As normas e as horas extras, quase sempre se destinam a permitir que os executivos "façam companhia" aos chefes. As horas extras geram muita tristeza nas empresas. Os executivos felizes são raros. E, muitas vezes, se convencem de que o dever da empresa não é a felicidade dos funcionários. Observei que as que têm mais êxito são as empresas com funcionários mais felizes, pois onde são mais felizes são mais criativos - e, portanto, mais eficientes.

PREPARAR O TEMPO LIVRE
O futuro é feito sobretudo de tempo sem trabalho. Nossos avós viviam 300 000 horas e trabalhavam 120 000 horas. Nós vivemos 700 000 horas e trabalhamos no máximo 70 000 horas. Enquanto nossos avós trabalhavam metade da vida, nós trabalhamos um décimo. Entretanto, a escola e a família só nos preparam para o trabalho - não nos preparam para o tempo livre. Ninguém nos diz como escolher um filme. Ninguém nos diz como escolher uma ópera. Ninguém nos diz o que ouvir nem como ouvir música. Ninguém nos ensina a curtir as pessoas. Por isso, o executivo que fica 10 ou 12 horas por dia no escritório leva trabalho para casa quando sai para o fim de semana. Sim, porque não sabe fazer mais nada. Muitas vezes, no verão, na praia, ele liga para o escritório para ter notícias do trabalho. É obcecado pelo trabalho. E depois, aos 55 ou 60 anos, é mandado embora. Mas, por causa dos avanços da medicina, essa pessoa ainda vai viver mais 20 ou 30 anos. Só que não sabe o que fazer.
Na minha opinião, a velhice não se calcula em relação ao nascimento, mas em relação à morte. Ou seja, somos velhos, mesmo, só nos últimos dois anos de vida. Quando o homem vivia 50 anos, ficava velho aos 48. Mas hoje, que vive 80 anos, fica velho aos 78 anos. Ou seja, ao se aposentar aos 60 anos, a pessoa ainda vai viver 20 anos sem saber o que fazer. Viverá uma vida fisicamente forte, mas psiquicamente perdida. Acho que no futuro será impossível distinguir estudo e trabalho de tempo livre, por causa das próprias atividades desse futuro.

O LUXO DO TEMPO
Nossos escritórios são gaiolas de vidro, terríveis, onde não nos sentimos bem. Somos obrigados a conviver com colegas antipáticos, com chefes muitas vezes mal-educados, comendo coisas péssimas... Mas ficamos o tempo todo lá. As empresas, aliás, fazem de tudo para trazer para dentro do ambiente de trabalho o bar, o restaurante, a creche, com o objetivo de evitar a saída dos funcionários. O tempo livre deve ser, sobretudo, o momento do luxo. O que é luxo hoje? No passado, luxo podia ser o dinheiro, os carros de muitas cilindradas ou os barcos. Hoje, as coisas raras são, sobretudo, o tempo, o espaço, o silêncio, a autonomia, a segurança. Estes são os grandes luxos para o século 21.

SOMOS ESCRAVOS DO SALÁRIO
Sempre existiu escravidão. Antes os escravos eram presos a correntes. Hoje podemos ser escravos da droga, do amor, do prazer. Levamos muitos séculos para nos libertarmos da escravidão. Depois, a tecnologia industrial ajudou a nos libertar do cansaço físico e de toda uma série de trabalhos terríveis, perigosos, nocivos à saúde. É hora, agora, de nos libertarmos do cansaço intelectual, do trabalho "residual". Isto implica o quê? Para começar, implica que não sabemos organizar o trabalho. Por que temos pais que trabalham 10, 12 horas por dia enquanto os filhos estão desempregados? A resposta é que não teríamos que fazer isso. Ninguém impede que pai e filho trabalhem 5 horas cada um. Ninguém nos impede de reorganizar a sociedade, de modo que o trabalho não seja o único salvo-conduto para ganhar um salário. Por que um estudante, um garoto de 20 anos, ganha um salário para trabalhar num banco e não pode ganhar o mesmo salário para continuar apenas estudando na universidade? Em muitos edifícios há elevadores e um garoto ou uma garota trabalhando como ascensoristas. São totalmente inúteis. Estão fechados numa caixa, mas, se não sobem e descem apertando o botão para nós, não recebem o salário. É uma loucura! Pode-se dar a esses jovens o salário e dizer: "Vá para a escola!" ou "Vá se divertir". Criamos uma sociedade na qual quem não trabalha ou não finge trabalhar não tem o direito de viver. É uma loucura total.

MOZART PODERIA TER SIDO AÇOUGUEIRO
Todos somos mais criativos em alguma coisa e menos em outra. Acho que Mozart ou Beethoven seriam péssimos matemáticos. Consta de suas biografias que eram péssimos no dia-a-dia. Beethoven, por exemplo, brigava com todos os senhorios. Só em Viena, mudou-se 30 vezes. Era incapaz de organizar sua vida cotidiana. Morreu num quarto desleixado, sujo, terrível. No entanto, na música, era gênio absoluto. A primeira coisa é entender em que somos criativos. Cada um é mais criativo em uma coisa do que em outra. Se Mozart não fosse filho de Leopoldo, que tinha uma grande paixão por música, e fosse filho de açougueiro ou de médico, seria açougueiro ou médico, e teríamos perdido um grande músico. A criatividade não é um ponto de partida - é um ponto de chegada. Criativo é quem é capaz de aliar o melhor daquilo que herdou da natureza ao aprendizado. Contam que uma senhora muito rica teria pedido a Picasso um retrato. Picasso o fez em segundos e cobrou muito caro. A mulher disse: "Mas isto só levou alguns segundos. Não deveria custar tanto". Ele respondeu: "Não foram alguns segundos. Eu levei a vida toda para pintá-lo".

AS MULHERES AGORA DETÊM O PETRÓLEO
A sociedade industrial nasceu do Iluminismo. Antes do Iluminismo, os fatos da natureza (raio, trovão ou uma epidemia) eram atribuídos ao desejo dos deuses ou do diabo, e assim por diante. O Iluminismo introduziu a racionalização. Os seres humanos têm condições de entender racionalmente os acontecimentos físicos e humanos e dominá-los. Um dos maiores iluministas foi Benjamin Franklin, o inventor do pára-raios. E o raio era o mais típico dos feitos caprichosos dos deuses, de Júpiter ou dos outros. Mas a indústria nascida do Iluminismo exacerbou o conceito de racionalização. Partiu do princípio de que tudo que é bom é racional.
Mais: o Iluminismo acrescentou que tudo que é racional é masculino e se refere à produção, e produção se faz na empresa. Tudo que é ruim, ao contrário, é emocional, e emocional é feminino, e feminino se refere à reprodução, e reprodução é feita em casa. Houve, portanto, uma cisão terrível entre os homens, que se atribuíram o poder e o monopólio do trabalho, e as mulheres, que foram deixadas em casa. Mas hoje nos damos conta de que as empresas não progridem sem idéias, e que isso requer fantasia, subjetividade, estética e emotividade. É como se, de repente, o petróleo fosse importante, e descobríssemos que você tem petróleo e eu não. O petróleo da era pós-industrial será criatividade, estética, emotividade, subjetividade.
Quem tem isso são as mulheres. Não é dádiva da natureza. É que nós (homens) nos descuidamos, e as mulheres as cultivaram. Era só o que podiam cultivar. De fato, hoje, nos campos de maior criatividade - no cinema, no teatro, na literatura, na imprensa, na televisão -, o número de mulheres cresce sempre mais. Caminhamos para uma sociedade em que a mulher é considerada à altura do homem. Isso não aconteceu por bondade do homem. As mulheres souberam lutar para impor essa realidade. Elas têm uma vantagem sobre nós. Podem ter filhos sem marido, e nós não podemos ter filhos sem mulher. Isso cria um desnível a favor delas.

GLOBALIZAR É UM INSTINTO HUMANO
Hoje se fala muito em globalização, mas, se perguntarmos a um executivo o que é mesmo globalização, ele não sabe. Globalização é quase um instinto humano. Os homens sempre procuraram globalizar seus conhecimentos. Primeiro, por meio da descoberta, da exploração e da cartografia de todo o planeta. Depois, com as grandes viagens. Com armas e mercadorias, tentou-se conquistar as regiões recém-descobertas do mundo. Depois, as conquistas se deram por meio dos capitais e das idéias. A Igreja a fez com os missionários. A CNN a faz através de sua rede de televisão. E o Brasil, por suas novelas. Hoje, temos tudo isso junto. Há todas as formas de globalização anteriores e temos que acrescentar que, pela primeira vez, há um "país" hegemônico, que tem seu exército em todo o planeta.
Pela primeira vez saímos de duas guerras mundiais. Pela primeira vez saímos de uma guerra fria. Pela primeira vez temos os meios de comunicação de massa. Com isso tudo, a globalização política passou a ser econômica e agora está se tornando psicológica. Temos dados desconcertantes: 32 milhões de pessoas por hora consomem Coca-Cola; 18 milhões de pessoas comem por hora um hambúrguer do McDonald's. Somos globalizados em tudo. Não só a economia foi globalizada. Nossa personalidade e nossos sentidos também. Vemos em qualquer lugar os mesmos filmes. Ouvimos em qualquer lugar a mesma música. Todos os aeroportos do mundo têm o mesmo cheiro. Vivemos em uma globalização psicológica, que, de um lado, transforma o mundo numa grande vizinhança e mescla as experiências, mas, de outro, aniquila as diferenças. E aniquilar as diferenças é terrível.

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Esta entrevista é encontrada no site da Você S/A, digitando o tema: Criatividade. Domenico de Masi também é autor do livro: Criatividade e Grupos Criativos, além de outros.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Canal IDEAL

Um canal de TV diferente, com temas corporativos para sua carreira profissional. Acesse o link e saiba um pouco mais. Eu assisto sempre, muito bom e atual. Indicado!!!



Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram.
Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual.
Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua. Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chakras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.

O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma).
Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.
Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara.
A semente da Iluminação está sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados do mundo, também os Iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.
http://www.viacapella.com.br/portal/lotus.htm

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Conforme prometido, segue o significado sobreo o nosso símbolo, Flor de Lótus, a abertura do inconsciente Iluminado para a sua Luz.
O nosso projeto do Aconselhamento Profissional acontece nesse sentido, de Você - ser Iluminado - abrir-se através do seu Autoconhecimento para a sua Luz. Principalmente através da Vontade Verdadeira em ser responsável pelas Lutas e Vitórias diárias. Os acontecimentos se tornam iluminados, pois, contém percepções que o ajudarão no entendimento do maravilhoso desafio que é a busca pela Felicidade.
Aceita o Desafio, Acredita no Desafio?...postem seus comentários...

O que é arte objetiva? A criatividade está de alguma maneira ligada a meditação?


Arte pode ser dividida em duas partes. Noventa e nove por cento da arte é arte subjetiva. Só um por cento é arte objetiva. Os noventa e nove por cento de arte subjetiva não tem nenhuma ligação com a meditação. Só um por cento da arte objetiva está baseada na meditação.
A arte subjetiva significa que você está derramando sua subjetividade sobre a tela, seus sonhos, suas imaginações, suas fantasias. É uma projeção da sua psicologia. O mesmo acontece na poesia, na música, em todas as dimensões da criatividade – você não está preocupado com a pessoa que irá ver sua pintura, nem preocupado com o que acontecerá com essa pessoa quando ela olhar para a tela; isso não é absolutamente sua preocupação. Sua arte é simplesmente uma espécie de vômito. Isso irá lhe ajudar, exatamente da maneira que vomitar ajuda. Isso acaba com a náusea, isso lhe torna mais limpo, mais saudável. Mas você não levou em consideração o que irá acontecer com a pessoa que irá ver seu vômito. Ela irá ficar nauseada. Ela pode começar a se sentir doente.

Olhe para os quadros de Picasso. Ele é um grande pintor, mas apenas um artista subjetivo. Olhando para seus quadros, você começará a se sentir doente, zonzo, alguma coisa fica agitada em sua mente. Você não tem como continuar olhando as pinturas de Picasso por mais tempo. Você gostaria de dar o fora, porque a pintura não procede de um ser silencioso. Ela vem de um caos. É um sub-produto de um pesadelo. Mas noventa e nove por cento da arte pertence a essa categoria.

A arte objetiva é exatamente o oposto. O homem não tem nada para jogar fora, ele está completamente vazio, absolutamente limpo. Desse silêncio, dessa vacuidade surge o amor, a compaixão. E desse silêncio surge uma possibilidade para criatividade. Esse silêncio, esse amor, essa compaixão – essas são as qualidades da meditação.

Meditação lhe traz para seu próprio centro. E seu centro não é somente seu centro, é o centro de toda a existência. Só na periferia somos diferentes. Quando começamos a nos mover em direção ao centro, somos um. Somos parte da eternidade, uma experiência de êxtase tremendamente luminosa que está além das palavras. Algo que você pode ser... algo porém, muito difícil de expressar. Mas surge em você um grande desejo de compartilhar isso, porque todas as outras pessoas ao seu redor estão tateando exatamente por tais experiências. E você as tem, você conhece o caminho.

E essas pessoas estão procurando em toda parte exceto dentro delas mesmas – onde ela está! Você gostaria de gritar nos ouvidos delas. Você gostaria de sacudi-las e de dizer a elas, “Abram seus olhos! Para onde estão indo? Onde você for, você estará se afastando para longe de si mesmo. Volte para casa, e mergulhe fundo dentro de você mesmo tanto quanto possível”.
Esse desejo de partilhar se torna criatividade. Alguém pode dançar. Existiram místicos – por exemplo, Jalaluddin Rumi – cujo ensinamento não estava em palavras, cujo ensinamento estava na dança. Ele irá dançar. Seus discípulos ficarão sentados do lado dele, e ele lhes dirá, “Qualquer um que sinta vontade de juntar-se a mim pode vir. É uma questão de sentimento. Se você não sentir vontade, isso é com você. Você pode simplesmente ficar sentado e observar".Mas quando você vê um homem como Jalaluddin Rumi dançando, alguma coisa dormente em você se torna ativa. Apesar de você mesmo, você descobre que se juntou a dança. Você já está dançando antes de tomar consciência de que aderiu a isso.

Mesmo essa experiência é de tremendo valor, que você foi puxado como por uma força magnética. Não foi uma decisão da sua mente, você não considerou a favor ou contra, juntar-se ou não juntar-se a dança, não. Somente a beleza da dança de Rumi, a expansão da energia dele, se apossou de você. Você está sendo tocado. Essa dança é arte objetiva.

E se você puder continuar – e lentamente você irá ficar cada vez mais desembaraçado, mais e mais capaz – logo você irá esquecer do mundo inteiro. Chega o momento, o dançarino desaparece e só a dança permanece.

Na Índia existem estátuas, que você só precisa sentar-se silenciosamente e meditar nelas. Basta olhar para essas estátuas. Elas foram feitas por meditadores de tal maneira, em tal proporção, que só em olhar para a estátua, a figura, a proporção, a beleza... Tudo é bem calculado para criar um tipo similar de estátua dentro de você. E apenas sentar silenciosamente com uma estátua de Buddha ou de Mahavira, você irá descobrir um sentimento estranho, que você não pode encontrar sentando ao lado de nenhuma escultura Ocidental.

Todas as esculturas Ocidentais são sexuais. Você olha a escultura Romana: bela, mas algo cria sexualidade em você. Isso bate no seu centro sexual. Isso não lhe enaltece. No Oriente a situação é totalmente diferente. As estátuas são talhadas, mas antes que um escultor comece a talhar estátuas ele aprende meditação. Antes dele começar a tocar na flauta ele aprende meditação. Antes dele começar a escrever poesia ele aprende meditação. Meditação é uma necessidade absoluta para qualquer arte; desse modo a arte será objetiva.

Depois, apenas ler algumas linhas de um haiku, uma forma Japonesa de um pequeno poema – somente três linhas, talvez três palavras – se você o lê silenciosamente, você ficará surpreso. Isso é muito mais explosivo do que qualquer dinamite. Isso simplesmente abre portas em seu ser.

O pequeno haiku de Basho que tenho ao lado do lago perto da minha casa. Eu o amo tanto, eu queria que isso ficasse lá. Então toda vez, vindo ou indo... Basho é uma das pessoas que tenho amado. Nada demais: Um lago antigo...isso não é uma poesia ordinária. Ela é muito pictórica. Basta visualizar:Um lago antigo. Um sapo pula nele... Você quase vê o lago antigo! Você quase escuta o sapo, o som de seu pulo: Plop!

E depois tudo é silêncio. O lago antigo está lá, o sapo pulou dentro, o som do pulo dele criou mais silêncio do que antes. Apenas ler isso não é como qualquer outra poesia que você vai lendo – um poema, outro poema... Não, você apenas o lê e senta-se em silêncio. Visualize-o. Feche seus olhos. Veja o lago antigo. Veja o sapo. Veja-o pulando dentro. Veja as ondulações na água. Ouça o som. E escute o silêncio que segue.
Isso é arte objetiva.

Basho deve ter escrito isso num modo bem meditativo, sentado ao lado de um lago antigo, observando um sapo. E o sapo pula dentro. E subitamente Basho se torna cônscio do milagre do som aprofundando o silêncio. O silêncio é mais do que era antes. Isso é arte objetiva.
A menos que você seja um criador, você nunca irá encontrar a real felicidade. É somente criando que você se torna parte da grande criatividade do universo. Porém, para ser um criador, meditação é uma necessidade básica. Sem ela você pode pintar, mas essa pintura tem que ser queimada, ela não tem que ser mostrada a outros. Isso foi bom, lhe ajudou a descarregar, mas por favor, não sobrecarregue ninguém mais. Não presenteie seus amigos, eles não são seus inimigos.
Arte objetiva é arte meditativa, arte subjetiva é arte da mente.

from The Last Testament, Volume 3, #24

quinta-feira, 13 de março de 2008

.:.Mandalas.:.

Pessoas Queridas, desculpe a ausência, mas estava envolvida com meus novos projetos no Aconselhamento Profissional.

Enfim, os modelos dos cartões ficaram especiais, feito com muito carinho por meu companheiro de luta, de risos, de sonhos..o cartão representa exatamento o quê desejo fazer neste novo projeto. Uma Flor de Lótus vêm simbolizando, com isso postarei algumas curiosidades sobre ela que têm tudo há ver com este caminho de Luz à quem decide trilhar, o caminho do autoconhecimento, além do presente que o nosso blog ganhou.

Estive em contato com o pessoal da Thomas International, com orçamentos e possibilidades para nossos PPA's que também merece postagem especial explicando do quê se trata esta ferramenta de Análise de Perfil Profissional que mais parece com um raio-x de nossa personalidade, eu não troco esta ferramenta por nada, me ajudou muito enquanto pessoa e com isso pude ajudar muitas pessoas nesta caminhada do autodesenvolvimento.

E a sala para o atendimento pessoal, simples mas de uma energia muito especial, onde ouvi os cantos dos pássaros e têm um pinheiro que para mim representa uma força e ao mesmo tempo uma sensação de sensibilidade..aliás, não sei qual o significado pinheiro quem souber por favor, postem seus comentários, agregará um monte ao nosso blog!!!

Well...fora isso recomecei o Mestrado na UFSC, com as aulas de Criatividade e Desenvolvimento Humano, muitas idéias aflorando para a produção destas aulas, mas por enquanto sentindo e observando todo o aprendizado que a academia proporciona.

Amigos, penso que por enquanto é isso aí...mandalas iniciando, outras continuando e outras terminando...a vida têm o significado que damos a ela...e vc qual o significado têm dado a sua???

Um Beijo de Luz,

JaNa.